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INFORMAÇÕES
GERAIS
Política Externa como Política Pública no Brasil
A crescente interdependência entre agendas domésticas e internacionais tornou a política externa um espaço estratégico de formulação, coordenação e influência política. Mais do que um tema restrito à diplomacia tradicional, a política externa brasileira passou a incorporar atores econômicos, setoriais, parlamentares, regulatórios e sociais em seus processos decisórios.
O curso “Política Externa como Política Pública no Brasil” propõe uma análise aplicada da política externa sob a perspectiva de políticas públicas e governança, explorando os mecanismos de influência, formação de coalizões, advocacy e gestão de interesses que moldam a inserção internacional do país.
Ao longo dos encontros, serão discutidos casos concretos envolvendo agronegócio, comércio internacional, sustentabilidade, clima, economia digital e governança global, com foco nos impactos estratégicos para profissionais de Relações Governamentais, Assuntos Corporativos, Relações Institucionais e setores regulados.
Com abordagem analítica e interdisciplinar, o curso oferece ferramentas conceituais e leitura estratégica essenciais para compreender tendências geopolíticas, dinâmicas decisórias e oportunidades de atuação no ambiente internacional contemporâneo
INSCRIÇÕES
CATEGORIAS
VALOR
Associados IRELGOV
Exclusivo para Associados R$ 137,50
Associados IRELGOV
R$ 137,50
Exclusivo para Associados
Associados IRELGOV de qualquer categoria
Não associados IRELGOV
R$ 330,00
Não associados IRELGOV
R$ 330,00
Não associados IRELGOV em qualquer categoria
PROGRAMAÇÃO
19:00 Introdução à Política Externa como Política Pública
Aula 1: Introdução à Política Externa como Política Pública
Objetivos Específicos: Definir a política externa como política pública, explorando suas implicações teóricas e práticas. Serão apresentados os modelos de análise da política externa (racional, burocrático, pluralista) e discutida a evolução da política externa brasileira, desde o isolamento do Itamaraty até a pluralização e a “sombra da hierarquia” [6].
Conteúdo Programático:
? Conceitos de Política Externa e Política Pública: intersecções e distinções. ? Atores e Processos na Formulação: Estado, sociedade civil e setor privado. ? A evolução institucional: do monopólio burocrático à governança em rede [3]. ? O papel do Itamaraty e da Presidência como gatekeepers na “sombra da hierarquia”
[4] Sugestões de Leitura:
? Básica: [4] CARDOSO, D. From centralisation to fragmentation and back again: the role of non-state actors in Brazil’s transformed foreign policy. Third World Quarterly, v. 40, n. 10, 2019.
? Complementar: [9] MAITINO, M. Issue Area and Pluralization In Brazilian Foreign Policy: an Exploratory Study of Decision-Making Processes in the Fernando Henrique Cardoso Government. Dados, v. 67, n. 4, 2023. [3] CARDOSO, D. Network governance and the making of Brazil’s forei
19:00 O Agronegócio e a Política Externa Comercial
Objetivos Específicos:
Analisar a influência do agronegócio como o ator doméstico mais sistemático na política externa brasileira. Compreender a formação de coalizões público-privadas e redes de influência em negociações comerciais internacionais.
Conteúdo Programático: ? Agronegócio como ator sistemático e a rede de políticas agroexportadoras [13]..
? Casos Exemplares: Rodada Doha da OMC e a formação do G-20 agrícola [5]. ? Lobby legislativo: O papel da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) [8]. ? Assimetrias de participação: agronegócio vs. agricultura familiar [12].
Sugestões de Leitura:
• Básica: [13] SØNDERGAARD, N.; SILVA, R. Reshaping the policy arena: how the agro-export policy network propelled Brazil within global agricultural governance. World Trade Review, v. 19, n. 4, p. 550-566, 2020.
• Complementar: [8] GONÇALVES, F. C. I. et al. Representing Agribusiness Interests in Brazilian Foreign Policy: The Role of the Parliamentary Agricultural Front (FPA) Between 2015 and 2022. Brazilian Political Science Review, v. 19, 2025. [5] CARVALHO, M. Condicionantes internacionais e domésticos: o Brasil e o G-20 nas negociações agrícolas da Rodada Doha. Dados, v. 53, n. 2, 2010. [12] SILVA, R. O papel das coalizões de defesa da agricultura nas agendas da política comercial externa brasileira. Encuentro Latinoamericano ELA, 2016.
19:00 Meio Ambiente/Clima e o Comércio Internacional
Objetivos Específicos:
Examinar a arena de contestação entre o agronegócio, comunidades epistêmicas e ONGs na política ambiental externa. Discutir o impacto das narrativas e do enquadramento (framing) nas negociações internacionais.
Conteúdo Programático:
? O agronegócio como “veto player” no Acordo UE-Mercosul [6] ? Disputas narrativas: Storylines do agronegócio vs. exigências de sustentabilidade [2]. ? Influência de comunidades epistêmicas e academia na formulação das NDCs (COP21) [1] ? Assimetrias de participação: agronegócio vs. agricultura familiar [12].
Sugestões de Leitura:
• Básica: [6] DEL PUPO, E. Trade, sustainability, and agribusiness: Brazilian interest groups in EU Mercosur negotiations. Globalizations, v. 22, n. 6, 1123, 2025.
• Complementar: [1] ALVES, E. et al. Do non-state actors influence climate change policy? Evidence from the Brazilian nationally determined contributions for COP21. Journal of Politics in Latin America, v. 14, n. 1, 2022. [2] AMORIM, B. E. et al. Brazil’s foreign policy, the environmental agenda, and the agribusiness storylines. Research, Society and Development, v. 12, n. 2, 2023. [11] SIEBENEICHLER, A. O latifúndio como formulador de política externa e o desmonte de políticas ambientais. Revista Neiba, v. 10, 2021.
19:00 Mecanismos de RelGov e Cenários Futuros
Objetivos Específicos: Sistematizar os mecanismos de influência (agenda-setting, decisão, implementação e feedback) e discutir o futuro da profissão de RelGov na interface internacional.
Conteúdo Programático:
? Mecanismos de influência: Participação procedimental vs. influência substantiva [15] [10]. ? Efeitos de Feedback: Crises reputacionais e realinhamento de coalizões [2]. ? Tendências: Transição energética, economia digital e o “Não-Alinhamento Ativo” [14] [7]. ? O futuro de RelGov: Profissionalização do advocacy internacional e gestão de riscos geopolíticos.
Sugestões de Leitura:
• Básica: [15] VIEIRA, V. When procedural legitimacy equals nothing: Civil society and foreign trade policy in Brazil and Mexico. Contexto internacional, v. 38, 2016.
• Complementar: [14] TASQUETTO, Lucas Da Silva et al. O Brasil em meio à corrida regulatória pela governança da economia digital. Revista Brasileira de Políticas Públicas, v. 13, n. 3, 2023. [10] MESQUITA, L.; LOPES, D. Does participation generate democratization? Analysis of social participation by institutional means in Argentine, Brazilian and Uruguayan foreign policies. Journal of Civil Society, v. 14, n. 3, 2018. [2] AMORIM, B. E. et al. Brazil’s foreign policy, the environmental agenda, and the agribusiness storylines. Research, Society and Development, v. 12, n. 2, 2023.
19:00 Introdução à Política Externa como Política Pública
Aula 1: Introdução à Política Externa como Política Pública
Objetivos Específicos: Definir a política externa como política pública, explorando suas implicações teóricas e práticas. Serão apresentados os modelos de análise da política externa (racional, burocrático, pluralista) e discutida a evolução da política externa brasileira, desde o isolamento do Itamaraty até a pluralização e a “sombra da hierarquia” [6].
Conteúdo Programático:
? Conceitos de Política Externa e Política Pública: intersecções e distinções. ? Atores e Processos na Formulação: Estado, sociedade civil e setor privado. ? A evolução institucional: do monopólio burocrático à governança em rede [3]. ? O papel do Itamaraty e da Presidência como gatekeepers na “sombra da hierarquia”
[4] Sugestões de Leitura:
? Básica: [4] CARDOSO, D. From centralisation to fragmentation and back again: the role of non-state actors in Brazil’s transformed foreign policy. Third World Quarterly, v. 40, n. 10, 2019.
? Complementar: [9] MAITINO, M. Issue Area and Pluralization In Brazilian Foreign Policy: an Exploratory Study of Decision-Making Processes in the Fernando Henrique Cardoso Government. Dados, v. 67, n. 4, 2023. [3] CARDOSO, D. Network governance and the making of Brazil’s forei
19:00 O Agronegócio e a Política Externa Comercial
Objetivos Específicos:
Analisar a influência do agronegócio como o ator doméstico mais sistemático na política externa brasileira. Compreender a formação de coalizões público-privadas e redes de influência em negociações comerciais internacionais.
Conteúdo Programático: ? Agronegócio como ator sistemático e a rede de políticas agroexportadoras [13]..
? Casos Exemplares: Rodada Doha da OMC e a formação do G-20 agrícola [5]. ? Lobby legislativo: O papel da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) [8]. ? Assimetrias de participação: agronegócio vs. agricultura familiar [12].
Sugestões de Leitura:
• Básica: [13] SØNDERGAARD, N.; SILVA, R. Reshaping the policy arena: how the agro-export policy network propelled Brazil within global agricultural governance. World Trade Review, v. 19, n. 4, p. 550-566, 2020.
• Complementar: [8] GONÇALVES, F. C. I. et al. Representing Agribusiness Interests in Brazilian Foreign Policy: The Role of the Parliamentary Agricultural Front (FPA) Between 2015 and 2022. Brazilian Political Science Review, v. 19, 2025. [5] CARVALHO, M. Condicionantes internacionais e domésticos: o Brasil e o G-20 nas negociações agrícolas da Rodada Doha. Dados, v. 53, n. 2, 2010. [12] SILVA, R. O papel das coalizões de defesa da agricultura nas agendas da política comercial externa brasileira. Encuentro Latinoamericano ELA, 2016.
19:00 Meio Ambiente/Clima e o Comércio Internacional
Objetivos Específicos:
Examinar a arena de contestação entre o agronegócio, comunidades epistêmicas e ONGs na política ambiental externa. Discutir o impacto das narrativas e do enquadramento (framing) nas negociações internacionais.
Conteúdo Programático:
? O agronegócio como “veto player” no Acordo UE-Mercosul [6] ? Disputas narrativas: Storylines do agronegócio vs. exigências de sustentabilidade [2]. ? Influência de comunidades epistêmicas e academia na formulação das NDCs (COP21) [1] ? Assimetrias de participação: agronegócio vs. agricultura familiar [12].
Sugestões de Leitura:
• Básica: [6] DEL PUPO, E. Trade, sustainability, and agribusiness: Brazilian interest groups in EU Mercosur negotiations. Globalizations, v. 22, n. 6, 1123, 2025.
• Complementar: [1] ALVES, E. et al. Do non-state actors influence climate change policy? Evidence from the Brazilian nationally determined contributions for COP21. Journal of Politics in Latin America, v. 14, n. 1, 2022. [2] AMORIM, B. E. et al. Brazil’s foreign policy, the environmental agenda, and the agribusiness storylines. Research, Society and Development, v. 12, n. 2, 2023. [11] SIEBENEICHLER, A. O latifúndio como formulador de política externa e o desmonte de políticas ambientais. Revista Neiba, v. 10, 2021.
19:00 Mecanismos de RelGov e Cenários Futuros
Objetivos Específicos: Sistematizar os mecanismos de influência (agenda-setting, decisão, implementação e feedback) e discutir o futuro da profissão de RelGov na interface internacional.
Conteúdo Programático:
? Mecanismos de influência: Participação procedimental vs. influência substantiva [15] [10]. ? Efeitos de Feedback: Crises reputacionais e realinhamento de coalizões [2]. ? Tendências: Transição energética, economia digital e o “Não-Alinhamento Ativo” [14] [7]. ? O futuro de RelGov: Profissionalização do advocacy internacional e gestão de riscos geopolíticos.
Sugestões de Leitura:
• Básica: [15] VIEIRA, V. When procedural legitimacy equals nothing: Civil society and foreign trade policy in Brazil and Mexico. Contexto internacional, v. 38, 2016.
• Complementar: [14] TASQUETTO, Lucas Da Silva et al. O Brasil em meio à corrida regulatória pela governança da economia digital. Revista Brasileira de Políticas Públicas, v. 13, n. 3, 2023. [10] MESQUITA, L.; LOPES, D. Does participation generate democratization? Analysis of social participation by institutional means in Argentine, Brazilian and Uruguayan foreign policies. Journal of Civil Society, v. 14, n. 3, 2018. [2] AMORIM, B. E. et al. Brazil’s foreign policy, the environmental agenda, and the agribusiness storylines. Research, Society and Development, v. 12, n. 2, 2023.